FASETE - Faculdade de Sete de Setembro

Revista Rios Eletrônica

Revista Eletrônica da Faculda Sete de Setembro - FASETE
ISSN 1982-055


Edição 2017 - n. 14

A ORIENTAÇÃO ARGUMENTATIVA DO MARCADOR MAS NAS PETIÇÕES INICIAIS CRIMINAIS

Magno Santos Batista

RESUMO

O trabalho ora apresentado tomo como escopo o estudo da argumentação do conector contra-argumentativo mas nas petições iniciais, para analisar as inferências no discurso apresentado e discutir o uso e funções desse marcador nas petições analisadas. O corpus será constituído de cinco petições. Sabe-se que os marcadores discursivos desempenham a função de orientar e guiar o discurso, sendo assim, motivam a inferir sentido e/ou significado no texto. Nos apoiamos na Teoria da Argumentação de Ducrot e Anscombre, (1997), Portolés, (1998). É uma teoria semântica, que estuda a forma em que os enunciados estão condicionados a constituição do discurso, para atender os problemas que são representados pela língua e não na língua por si só. Desse modo, a língua constitui-se de práticas discursivas e os marcadores unidades linguísticas que contribuem para a construção da argumentação e da persuasão. Os marcadores discursivos classificam-se em: reformuladores, conversacionais, operadores e conectores. E na categoria dos conectores encontramos os contra-argumentativos, a exemplo, do Mas, que é um contra-argumentativo e no discurso assume várias funções, dentre elas: adição, comparação e oposição. Além disso, os marcadores são estratégias discursivas que atendem as intenções e as necessidades comunicativas dos falantes. Portanto, os marcadores estão a serviço do discurso e dos falantes, bem como, são enunciados que encadeiam argumentos que orientam a argumentação dos interlocutores e cooperam para a produção de inferências. Além do mais, esses recursos linguísticos transpõem a concepção estruturalista de que são apenas unidades gramaticais e as suas funções restringem apenas aos aspectos morfossintáticos estabelecidos pela gramática.

PALAVRAS-CHAVE: Argumentação; Petições Iniciais; Marcador Discursivo Mas; Persuasão

ABSTRACT

This article has as its scope the study of argumentation of the counter-argumentative connector but in petitions, aiming to analyze its inferences in speech and discuss its uses and functions in the analyzed exemples. The corpus consists of five petitions. It is known that discourse markers lead and guide the speech, therefore, they may infer meanings in the text. We base on the argumentation heory of Ducrot and Ascombre (1997), and Portolés (1998). It is a semantic theory that studies the form in which enunciates are conditioned in the speech constitution to solve the problems that are represented by the language and not in the language itself. Thus, language consists of discursive practices and discourse markers that contributes to the building of argumentation and persuasion. Discourse markers are classified in: reformulator, conversational, operative and connector. Among the connectors, we can also find the counter-argumentative markers, such as but, which may assume multiple functions such as: addition, comparison and opposition. Besides, the markers are also a discursive strategy that attend the communicative intents and necessities of speakers. Therefore, they are at the service of speech and speakers, as also as they are capable of generate argumentation. These linguistic resources can also transpose the idea that they are only grammar tools and that their functions are restricted to morphosyntactic aspects established by grammar.

KEYWORDS: Argumentation; Petitions; But as a discourse marker; Persuasion.

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